Documento sugere que mais deputados podem ter recebido propina
Lista apreendida na casa de Leonardo Prudente mostra indícios de que mais 26 deputados e suplentes podem estar envolvidos no mensalão do Democratas de Brasília.
Mais quatro deputados aparecem como suspeitos de envolvimento no suposto mensalão do Democratas. O Ministério Público pediu nesta quata-feira (17) à justiça que 26 distritais e suplentes fiquem impedidos de votar o pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para processar José Roberto Arruda porque eles estariam sob forte suspeição. Seis deputados e dois suplentes já estão impedidos de julgar o impeachment do ex-governador.
O Ministério Público pede o impedimento deles e de outros quatro distritais e 13 suplentes na votação do pedido do STJ para processar Arruda criminalmente. Documento encontrado na casa do ex-presidente da Câmara, Leonardo Prudente, relaciona nomes a valores. Na lista, estão deputados que até agora estavam fora do escândalo: Milton Barbosa, Jaqueline Roriz e Raimundo Ribeiro, cada um com R$12 mil.
O ex-secretário geral da Câmara, Gustavo Marque, explicou que a anotação é de Leonardo Prudente e se refere a salários. “Quando da eleição da nova mesa se fez um compromisso e o deputado me ligou e perguntou: ‘Gustavo, estamos devendo cargo pra quem?’ e eu dei os nomes e valores aproximados”, afirmou.
Em depoimento à Polícia Federal na semana passada, Durval Barbosa disse que em outro documento apreendido na casa do conselheiro afastado do Tribunal de Contas, Domingos Lamoglia, as siglas “RN” e “RR” são as iniciais de Rôney Nemer (PMDB) e Raimundo Ribeiro (PSDB). “BD” seria Benedito Dominguos (PP) e “BC”, Batista das Cooperativas (PRP), políticos que, segundo Durval, recebiam dinheiro em troca de apoio ao ex-governador.
Os nomes dos suplentes aparecem em outro documento. Entre eles, Ricardo Noronha, que é subsecretário de educação integral, e Antônio Alves, atual secretário de Governo do GDF. Segundo o Ministério Público, os nomes são seguidos do número de votos na última eleição. Os valores que aparecem abaixo de cada grupo seriam o dinheiro a ser rateado entre eles.
Durval Barbosa disse à policia que presenciou várias reuniões com candidatos que não foram eleitos, mas que por causa da votação expressiva receberiam dinheiro em troca de apoio nas próximas eleições. No almoço com algumas dessas pessoas na residência oficial de Águas Claras disse ter visto pacotes de dinheiro que seriam para fazer os pagamentos.
Raimundo Ribeiro disse que nunca recebeu dinheiro e que “RR” pode ser outra pessoa. Batista das Cooperativas também negou a acusação. Nilton Barbosa afirmou que vai espontaneamente à justiça para prestar esclarecimentos. Jaqueline Roriz disse que os valores de cargos comissionados na Câmara. Ricardo Noronha e Antônio Alves não se pronunciaram.
A Polícia Federal marcou para o dia 30 de março o depoimento de Durval Barbosa para a CPI da corrupção.
Fonte: Globo.com
Lista apreendida na casa de Leonardo Prudente mostra indícios de que mais 26 deputados e suplentes podem estar envolvidos no mensalão do Democratas de Brasília.
Mais quatro deputados aparecem como suspeitos de envolvimento no suposto mensalão do Democratas. O Ministério Público pediu nesta quata-feira (17) à justiça que 26 distritais e suplentes fiquem impedidos de votar o pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para processar José Roberto Arruda porque eles estariam sob forte suspeição. Seis deputados e dois suplentes já estão impedidos de julgar o impeachment do ex-governador.
O Ministério Público pede o impedimento deles e de outros quatro distritais e 13 suplentes na votação do pedido do STJ para processar Arruda criminalmente. Documento encontrado na casa do ex-presidente da Câmara, Leonardo Prudente, relaciona nomes a valores. Na lista, estão deputados que até agora estavam fora do escândalo: Milton Barbosa, Jaqueline Roriz e Raimundo Ribeiro, cada um com R$12 mil.
O ex-secretário geral da Câmara, Gustavo Marque, explicou que a anotação é de Leonardo Prudente e se refere a salários. “Quando da eleição da nova mesa se fez um compromisso e o deputado me ligou e perguntou: ‘Gustavo, estamos devendo cargo pra quem?’ e eu dei os nomes e valores aproximados”, afirmou.
Em depoimento à Polícia Federal na semana passada, Durval Barbosa disse que em outro documento apreendido na casa do conselheiro afastado do Tribunal de Contas, Domingos Lamoglia, as siglas “RN” e “RR” são as iniciais de Rôney Nemer (PMDB) e Raimundo Ribeiro (PSDB). “BD” seria Benedito Dominguos (PP) e “BC”, Batista das Cooperativas (PRP), políticos que, segundo Durval, recebiam dinheiro em troca de apoio ao ex-governador.
Os nomes dos suplentes aparecem em outro documento. Entre eles, Ricardo Noronha, que é subsecretário de educação integral, e Antônio Alves, atual secretário de Governo do GDF. Segundo o Ministério Público, os nomes são seguidos do número de votos na última eleição. Os valores que aparecem abaixo de cada grupo seriam o dinheiro a ser rateado entre eles.
Durval Barbosa disse à policia que presenciou várias reuniões com candidatos que não foram eleitos, mas que por causa da votação expressiva receberiam dinheiro em troca de apoio nas próximas eleições. No almoço com algumas dessas pessoas na residência oficial de Águas Claras disse ter visto pacotes de dinheiro que seriam para fazer os pagamentos.
Raimundo Ribeiro disse que nunca recebeu dinheiro e que “RR” pode ser outra pessoa. Batista das Cooperativas também negou a acusação. Nilton Barbosa afirmou que vai espontaneamente à justiça para prestar esclarecimentos. Jaqueline Roriz disse que os valores de cargos comissionados na Câmara. Ricardo Noronha e Antônio Alves não se pronunciaram.
A Polícia Federal marcou para o dia 30 de março o depoimento de Durval Barbosa para a CPI da corrupção.
Fonte: Globo.com

